3 de fevereiro de 2010

Cara Finasterida x cara perfeito

E quem disse que a Finasterida pode causar impotência, falta de libido e afins?
Numa pequena reunião informal sobre o assunto me deparei com uma guria que namora um trintão que desde sempre usa Finasterida. Desde sempre entenda-se desde que começaram a namorar. E essa guria sou eu.
Outra guria que acabou de descobrir que seu recente affair está em uso dessa subtância, sem mais detalhes de tempo de uso.
Um guri em torno do seus 25 anos que tomou e parou e não relatou nenhuma consequencia desagradável. Será?
E um cara, dos seus 40 anos relatando que já usou e sim, ele assume, faltou libido e faltou ereção.

E por que eles tomam esta pequena merdinha que pode foder o fígado, meu Brasil?

Por que não querem ficar (mais) calvos.
Gente, genética é assim.
Eu aceito minhas celulites e varicoses que minha mãe fez a gentileza de me repassar, por que vocês homens não aceitam que ficar calvos não é o fim do mundo?

Claro, se você é feio, gordo e pobre, obviamente esse problema é bem pior.
Mas se o cara é ajeitadinho, trabalhador e não tira resto de comida com palito de dentes, a calvície pode ser contornada.

Nem sempre o cara do sonho é aquele padrãozinho. OIII, nem todas as mulheres gostam do estereótipo moreno bronzeado e torneado.
Na verdade acho um saco homem igual. Acho um saco homem bonito.
Sim, a gente até gosta daquela pancinha.
A gente tolera um óculos.
Até existe uma lista comprida de coisas que aguentamos.

O problema do homem bonito, bem sucedido, sem traços genéticos de calvície que não faz uso de finasterida e portanto amigão funciona (à priori) com 100% de potência é que:
1. dá um trabalho do cão pra chamar de seu
2. dá um trabalho do cão pra manter seu
3. dá um trabalho do cão pra espantar a biscateada
4. te leva pra jantar no Figueira Rubaiyat como o pico MAIS LEGAL DO MUNDO (zzzzz)
5. acha legal ter um Golf blindado. Ou um A3.
6. pensa que todas as ex são amigas íntimas e ele nunca acha que nenhuma delas quer furiculi furicolá de novo.
7. acha que havaianas não são adequadas para uma ida ao shopping (Iguatemi)

Ok, listei alguns pontos do padrão perfeito boy.
Mas e aí? Atire a 1ª pedra que nunca viu um desses 7 problemas acima.

Então, se não somos mulheres perfeitas e acordamos com o cabelo parecendo a peruca da Elke, costumamos sempre ter aqueles 2 kgs a mais, sempre temos uma amiguxa celulite ou estria por que raios queremos um cara "perfeito"?

Acho que a maioria está bem sorridente com seus imperfeitinhos.

E um brinde à finasterida!

Enquanto eles acham que chegam à perfeição com mais cabelo a gente já sabe o final da história. É só olhar pro pai deles e prever os próximos 10 anos.

1 de fevereiro de 2010

Traição, Sexo e FW


Recebi um desses e-mails super cientificos sobre traição. Não ia ler, normalmente deleto todos esses forwards. Devo parecer uma péssima pessoa por não abrir mesmo que a criança precise de uma cura milagrosa(que com certeza não vou ser eu a auxiliar),. que os golfinhos estejam morrendo e que por uma pequena doação eu consiga salvar um (eu adoro atum portanto devo contribuir para a morte de muito mais do que um golfinho). Será que a doação daria algum equilibrio cármico a minha existência?Será que deus vai me perdoar por todos os meus pecados sendo que eu não me arrependo de nenhum?Acho que se o “cara” existe e os critérios dele são realmente os disseminados pelas igrejas (qualquer uma) estou fadada ao inferno como o descrito por Dante, mas não fico triste por isso, terei a companhia de muitos (ou todos) meus amigos. Um forward de e-mail sobre traição cai nessa categoria portanto estava deletando quando pisca a janelinha do msn: E ai já leu o e-mail que eu te mandei?Putz será que vou ter que ler essa merda? Já estou em débito com a minha amiga por vários canos que andei dando...tá ler essa bosta para investir em uma amizade parece um preço pequeno.

O e-mail começava dando o curriculo do autor, phd, doutorzão da porra do caralho, que escreveu artigos em revistas cientificas de prestígio internacional:Sexual Nature, Animal Sex and Fidelity e outras; livros publicados internacionalmente e blabla.

Depois começam as lições que dizem basicamente não sufoque “seu homem” (terminologia científica) por que isso vai ser bom para os dois, mas acredite isso não vai garantir a fidelidade dele. Não adianta cerca-lo que você vai afugenta-lo, deixe-o livre, ele quer disseminar a semente, não quer dizer que não goste de você mas ele adora uma bunda. O e-mail basicamente dizia que: Não leve para o lado pessoal mas seu namorado vai te trair. Não importa o quanto gostosa você é se ele for homem ele vai te trair. Ainda acrescentava mulher precisa de motivo para trair homem precisa de oportunidade. Blá blá blá.

O e-mail dava a entender que o motivo da mulher tinha que ser muito, muito bom mesmo! Será que eles consideraram tesãocomo um bom motivo? Simplesmente vontade de dar?Variar um pouquinho, corpo diferente, pegada diferente?Nãooooo mulheres gostam de rotina, adoram repetir as mesmas posições. Sempre que vocês tocarem aquele lugar, daquele jeito vocês ouviram os mesmos gemidos na mesma intensidade. As vezes os gemidos vão ser de prazer outras vezes de puta que pariu lá vai ele de novo no mesmo lugar do mesmo jeito. Depois se ofendem se a gente pedir “posso te chamar de joão?”, e para nós é só um esforço de se manter fiel uma vez que se for o joão fazendo o “protocolo” pelo menos muda alguma coisa. Todo mundo adora comida caseira, mas as vezes um delivery de italiana, ou chinesa cai bem tanto para homens quanto para as mulheres. No entanto parece que muita gente ainda acredita que as namoradas gostam só de comida caseira e os namorados adoram uma praça de alimentação. Aparentemente, segundo o e-mail a imagem dos homens da natureza feminina ainda é de que as mulheres não tem desejo ou de que só se satisfazem com o homem eleito. A minha amiga estava indignada com a constatação de que a maioria dos seus amigos e amigas concordavam com o e-mail muito por que ela queria acreditar na fidelidade masculina a qualquer custo. Eu por outro lado achei curioso o fato de muitos homens ainda acreditarem na santidade feminina.

Curioso e conveniente, se os homens querem acreditar que a infidelidade é privilégio masculino...bom vamos deixar que eles acreditem (palavras de uma mulher que nunca traiu).


Quase Balzaquiana

4 de janeiro de 2010

Veraneio no Sul

Eu não poderia deixar de comentar como natal, reveilão e carnaval são um pé no saco. Ainda mais quando são passados no sul do Brasil, bem no sul, mais precisamente no Rio Grande do Sul e suas praias ímpares.

Esse ano as entidades espirituais me pouparam de ir à praia e com isso apesar de contrariada e puta por passar o ano novo no "agito" portoalegrense me contentei com uma explicação sobre o "veraneio gauchesco".

Dizem que esse texto é do Paulo Wainberg, o Google diz. Eu digo apenas que é tudo verdade:


Está chegando o verão e com ele o veraneio, como chamamos aqui no Sul.

Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, re-entrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro.

Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina.

Característica nossa, não gostamos de intermediários.

Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.

O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa.

É marrom!

Cor de barro iodado, é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.

Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de fresco e em praia de gaúcho não tem sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.

Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida.

O nordestão é vento com grife e estilo... estilo vendaval.

Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água.

Outra coisa: nosso mar é pra macho! Água gelada, vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.

Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guardassol. Guardassol, você sabe, é o antigo guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não agüentam seu peso e se enterram na areia.

Chega o nordestão e... lá se vai o guardassol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.

O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.

Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.

E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outras bichices. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.

Morram de inveja, esta é outra das coisas de gaúcho!

Atenta a essas questões, nossa industria da construção civil, conhecida mundialmente por suas soluções criativas e inéditas, inventou um sistema maravilhoso que nos permite veranear no litoral a uma distância não inferior a quinhentos metros da areia e, na maioria dos casos, jamais ver o mar: os famosos condomínios fechados.

A coisa funciona assim: a construtora adquire uma imensa área de terra (areia), em geral a preço barato porque fica longe do mar, cerca tudo com um muro e, mal começa a primavera, gasta milhares de reais em anúncios na mídia, comunicando que, finalmente agora você tem ao seu dispor o melhor estilo de veranear na praia: longe dela. Oferece terrenos de ponta a ponta, quanto mais longe da praia, mais caro é o terreno. Você vai lá e compra um.

Enquanto isso a construtora urbaniza o lugar: faz ruas, obras de saneamento, hidráulica, elétrica, salão de festas comunitário, piscina comunitária com águas térmicas, jardins e até lagos e lagoas artificiais onde coloca peixes para você pescar. Sem falar no ginásio de esportes, quadras de tênis, futebol, futebol-sete, se o lago for grande, uma lancha e um professor para você esquiar na água e todos os demais confortos de um condomínio fechado de Porto Alegre, além de um sistema de segurança quase, repito, quase invulnerável.

Feliz proprietário de um terreno, você agora tem que construir sua casa, obedecendo é claro ao plano-diretor do condomínio que abrange desde a altura do imóvel até o seu estilo.

O que fazemos nós, gaúchos, diante dessa fabulosa novidade? Aderimos, é claro. Construímos as nossas casas que, de modo algum, podem ser inferiores as dos vizinhos, colocamos piscinas térmicas nos nossos terrenos para não precisar usar a comunitária, mobiliamos e equipamos a casa com o que tem de melhor, sobretudo na questão da tecnologia: internet, TV à cabo, plasma ou LSD, linhas telefônicas, enfim, veraneamos no litoral como se não tivéssemos saído da nossa casa na cidade.

Nossos veraneios costumam começar aí pela metade de janeiro e terminar aí pela metade de fevereiro, depende de quando cai o Carnaval. Somos um povo trabalhador, não costumamos ficar parados nas nossas praias. Vamos para lá nas sextas-feiras de tarde e voltamos de lá nos domingos à noite. Quase todos na mesma hora, ida e volta.

É assim que, na sexta-feira, pelas quatro ou cinco da tarde, entramos no engarrafamento. Chegamos ao nosso condomínio lá pelas nove ou dez da noite. Usufruímos nosso novo estilo de veranear no sábado – manhã, tarde e noite – e no domingo, quando fechamos a casa.

Adoramos o trabalhão que dá para abrir, arrumar e prover a casa na sexta de noite, e o mesmo trabalhão que dá no domingo de noite.

E nem vou contar quando, ao chegarmos, a geladeira estragou, o sistema elétrico pifou ou a empregada contratada para o fim-de-semana não veio.

Temos, aqui no Sul, uma expressão regional que vou revelar ao resto do mundo: Graças a Deus que terminou esta bosta de veraneio.

15 de novembro de 2009

Da caixa de pandora II


Nessas histórias de mexer na caixinha de recordações sempre se faz uma limpa, joga-se fora ingressos de cinema, teatros, shows e outros pedaços de recordações que agora são só pedaços de papel.

Uma amiga me contou que estava fazendo uma limpezinha básica na caixa de memórias e achou um bilhete LINDO com jeito de início de namoro.

Nesse pedaço de memória o cara dizia que ela era a mulher da vida dele. E os olhos dela se encheram de lágrimas quando ela pensou "mas por que será que ele não fala mais essas coisas lindas pra mim?"

Resolveu mandar uma mensagem pro seu namorado que estava mais pra sapo do que pra príncipe.

Dizia o sms: "Achei um bilhete que tu me mandou no início do nosso namoro, nele tu dizia que eu era a mulher da tua vida. Eu preciso ouvir esssas coisas de novo."

Imediantamente ele responde:

"Nunca disse que você era a mulher da minha vida."

Ela chocada respira. Olha a carta sem assinatura. Compara a letra da carta com um outro bilhete, esse sim assinado. Pelo ex.

E ela nunca mais guardou cartas e agora ela tem mais um ex.

Da caixa de pandora I


E um dia será que a gente fica junto no final?

Abri a caixa de pandora e de recordações. Aquela caixa que a gente só abre sozinha, trancada, ouvindo uma música corta-pulso e pensando com os botões sobre a vida, alheia muitas vezes.
Vi muitas coisas que me relembraram situações e outras que não faziam o menor sentido e até agora estou atônita, realmente não acredito no que fiz.

Revi todos meus "apelidinhos" carinhosos que ex-amores me deram e penso: será que os apelidos se repetem?

Acho que sim, dependendo do número de ex que se tem. Ou por alguma característica muito forte, como por exemplo "baixinha" por motivos óbvios.

Achei um cartão de flores e tava escrito: docinho. OI?
Eu deveria ter uns 20 ou 21 anos e eu não era metade da calma e tranquilidade que eu nunca tive.
Como uma criatura poderia chamar a pessoa mais ácida e corrosiva do mundo de DOCINHO?

A única explicação é que quando a gente se apaixona a gente perde a noção de realidade.
Impressionante como somos filhos da puta quando declaramos amores por paixões.
Impressionante como as coisas começam e terminam.
Impressionante na capacidade do ser imundo humano de provocar após os términos finitos.

O mais impressionante é o sofrimento e a importância que troças idiotas tem... a proporção que se chega... e como a gente se engana.

1 de outubro de 2009

“Reencontro de Turma em Flashes” ou “Idéias desconexas” ou “Eu deveria ter bom senso e não postar oque escrevo bêbada”.



Hmm por que em flashes?

Por que com os flashes, sem ordem cronológica é possível reoganizar a história de acordo o desejo de quem lê. Vários recortes interessantes e se você não gostar de um você pula e passa para o próximo sem grande comprometimento da história.

Nesse caso específico a historinha será escrita em recortes por uma única razão. Eu não lembro de todas as partes da noite por motivos brahmicos e frizantes, durantes os breves relatos tenham em mente um copo mágico que nunca se esvaziava. (se você preferiu a explicação anterior espero que tenha pulado esse paragrafo).

Batom vermelho, micro-vestido black-white chique, meia arrastão, cabelo preto liso até a cintura. Lindíssima. Parou o salão. Todos os homens olharam para ela e imaginaram...Todas as mulheres falaram mal e algumas com certeza imaginaram...

Duas meninas dançaram pedindo sexo. Os homens se habilitaram, elas correram.Muitas promessas não foram cumpridas.

A putaria corria solta, o álcool traz a verdade a tona. As lindas, chiques, puritanas também dão nos banheiros públicos, e contam.

Homem lindo a dois passos da sua esposa assedia ruiva. Passa a mão nela por traz de um balcão enquanto diz putarias no seu ouvidos. A ruiva, grande amiga da esposa sai de mansinho antes de ceder ao seu desejo e perder uma amizade.

Homem casado olha as meninas dançando e fantasia... disfarça perguntado para a esposa: Amor, essa é a sua colega que virou prostituta em São Paulo?

Muitos desejos são reprimidos.

Churrasco na grelha servido picadinho, não é churrasco. E só come quem está envolta do churrasqueiro. A cerveja estava gelada.

Declarações de amor foram esquecidas no outro dia. Me declarei a todos que me proporcionaram o copo mágico , principalmente quando já não conseguia mais me coordenar para abrir as garrafas.

Taça se espatifa no chão,surperticiosos dizem que algo se confirmou. A confirmação se deu para quem se cortou nos cacos. Afinal. vidros cortam.

Um grande desafio: A fechadura se mexe enquanto tento entrar em casa.

Os desgarrados que sairam da turma devido a crueldade infantil relatam suas frustrações no encontro com seus mal feitores. Desejo secreto de pertencimento?

Ainda não sei se era das populares, ou se as pessoas simplesmente preferiam ficar do meu lado do que contra mim.

-As ruivas são as mulheres mais lindas do mundo. Me dá um beijo, vamos no banheiro ela nem vai ver. Se eu não fosse casado tu dava para mim?-Por favor, não vamos lidar com situaçõe s hipotéticas!

Não conseguia mais me levantar, a cerveja continuava vindo mágica até mim.

Noite surreal, de pés descalços andei no granizo(sim chuva de pedras), fumei uma carteira de cigarro alheio , olhei as luzes da cidade sozinha. Não perdi parte da noite, fiz uma só minha.

Ninguém perguntou oque eu faço, nem quem sou. Devem me achar muito pouco interessante. Ainda bem, caso contrário seria obrigada a retribuir a pergunta.

Acordei bêbada e com ressaca. Enjôo durante o resto do final de semana e uma dificuldade absurda de organizar as idéias como vocês puderam ler.