15 de novembro de 2009

Da caixa de pandora II


Nessas histórias de mexer na caixinha de recordações sempre se faz uma limpa, joga-se fora ingressos de cinema, teatros, shows e outros pedaços de recordações que agora são só pedaços de papel.

Uma amiga me contou que estava fazendo uma limpezinha básica na caixa de memórias e achou um bilhete LINDO com jeito de início de namoro.

Nesse pedaço de memória o cara dizia que ela era a mulher da vida dele. E os olhos dela se encheram de lágrimas quando ela pensou "mas por que será que ele não fala mais essas coisas lindas pra mim?"

Resolveu mandar uma mensagem pro seu namorado que estava mais pra sapo do que pra príncipe.

Dizia o sms: "Achei um bilhete que tu me mandou no início do nosso namoro, nele tu dizia que eu era a mulher da tua vida. Eu preciso ouvir esssas coisas de novo."

Imediantamente ele responde:

"Nunca disse que você era a mulher da minha vida."

Ela chocada respira. Olha a carta sem assinatura. Compara a letra da carta com um outro bilhete, esse sim assinado. Pelo ex.

E ela nunca mais guardou cartas e agora ela tem mais um ex.

Da caixa de pandora I


E um dia será que a gente fica junto no final?

Abri a caixa de pandora e de recordações. Aquela caixa que a gente só abre sozinha, trancada, ouvindo uma música corta-pulso e pensando com os botões sobre a vida, alheia muitas vezes.
Vi muitas coisas que me relembraram situações e outras que não faziam o menor sentido e até agora estou atônita, realmente não acredito no que fiz.

Revi todos meus "apelidinhos" carinhosos que ex-amores me deram e penso: será que os apelidos se repetem?

Acho que sim, dependendo do número de ex que se tem. Ou por alguma característica muito forte, como por exemplo "baixinha" por motivos óbvios.

Achei um cartão de flores e tava escrito: docinho. OI?
Eu deveria ter uns 20 ou 21 anos e eu não era metade da calma e tranquilidade que eu nunca tive.
Como uma criatura poderia chamar a pessoa mais ácida e corrosiva do mundo de DOCINHO?

A única explicação é que quando a gente se apaixona a gente perde a noção de realidade.
Impressionante como somos filhos da puta quando declaramos amores por paixões.
Impressionante como as coisas começam e terminam.
Impressionante na capacidade do ser imundo humano de provocar após os términos finitos.

O mais impressionante é o sofrimento e a importância que troças idiotas tem... a proporção que se chega... e como a gente se engana.

1 de outubro de 2009

“Reencontro de Turma em Flashes” ou “Idéias desconexas” ou “Eu deveria ter bom senso e não postar oque escrevo bêbada”.



Hmm por que em flashes?

Por que com os flashes, sem ordem cronológica é possível reoganizar a história de acordo o desejo de quem lê. Vários recortes interessantes e se você não gostar de um você pula e passa para o próximo sem grande comprometimento da história.

Nesse caso específico a historinha será escrita em recortes por uma única razão. Eu não lembro de todas as partes da noite por motivos brahmicos e frizantes, durantes os breves relatos tenham em mente um copo mágico que nunca se esvaziava. (se você preferiu a explicação anterior espero que tenha pulado esse paragrafo).

Batom vermelho, micro-vestido black-white chique, meia arrastão, cabelo preto liso até a cintura. Lindíssima. Parou o salão. Todos os homens olharam para ela e imaginaram...Todas as mulheres falaram mal e algumas com certeza imaginaram...

Duas meninas dançaram pedindo sexo. Os homens se habilitaram, elas correram.Muitas promessas não foram cumpridas.

A putaria corria solta, o álcool traz a verdade a tona. As lindas, chiques, puritanas também dão nos banheiros públicos, e contam.

Homem lindo a dois passos da sua esposa assedia ruiva. Passa a mão nela por traz de um balcão enquanto diz putarias no seu ouvidos. A ruiva, grande amiga da esposa sai de mansinho antes de ceder ao seu desejo e perder uma amizade.

Homem casado olha as meninas dançando e fantasia... disfarça perguntado para a esposa: Amor, essa é a sua colega que virou prostituta em São Paulo?

Muitos desejos são reprimidos.

Churrasco na grelha servido picadinho, não é churrasco. E só come quem está envolta do churrasqueiro. A cerveja estava gelada.

Declarações de amor foram esquecidas no outro dia. Me declarei a todos que me proporcionaram o copo mágico , principalmente quando já não conseguia mais me coordenar para abrir as garrafas.

Taça se espatifa no chão,surperticiosos dizem que algo se confirmou. A confirmação se deu para quem se cortou nos cacos. Afinal. vidros cortam.

Um grande desafio: A fechadura se mexe enquanto tento entrar em casa.

Os desgarrados que sairam da turma devido a crueldade infantil relatam suas frustrações no encontro com seus mal feitores. Desejo secreto de pertencimento?

Ainda não sei se era das populares, ou se as pessoas simplesmente preferiam ficar do meu lado do que contra mim.

-As ruivas são as mulheres mais lindas do mundo. Me dá um beijo, vamos no banheiro ela nem vai ver. Se eu não fosse casado tu dava para mim?-Por favor, não vamos lidar com situaçõe s hipotéticas!

Não conseguia mais me levantar, a cerveja continuava vindo mágica até mim.

Noite surreal, de pés descalços andei no granizo(sim chuva de pedras), fumei uma carteira de cigarro alheio , olhei as luzes da cidade sozinha. Não perdi parte da noite, fiz uma só minha.

Ninguém perguntou oque eu faço, nem quem sou. Devem me achar muito pouco interessante. Ainda bem, caso contrário seria obrigada a retribuir a pergunta.

Acordei bêbada e com ressaca. Enjôo durante o resto do final de semana e uma dificuldade absurda de organizar as idéias como vocês puderam ler.

25 de setembro de 2009

Divagações Bagunçadas Sobre a Honestidade


A verdade é que eu sempre quis ser uma daquelas femme fatale dos filmes dos anos 50, num pub ouvindo blues ou jazz, de vestido vermelho, piteira, dose de whisky. Vejam bem, eu sempre quis ser. Nunca fui.

Na verdade feliz ou infelizmente sempre tive uma tendência a ser direta demais. Em algum momento eu simplesmente acabava com o encanto de tentar descobrir se a pessoa estava interessada em mim ou não perguntando diretamente. “Desculpe-me pelo meu severo grau de autismo, mas você está dando em cima de mim?”, “Só para eu entender dar uma voltinha (sair daqui, ir para outro lugar)significa ir para um motel?”Aparentementente a honestidade se não for travestida com firulas é agressiva. Percebi que os meninos (homens, ainda cometo esses deslizes sociais de vez enquanto) ficavam constrangidos, ou pressionados, ou achavam que eu estou (estava) me oferecendo e que não poderiam perder a oportunidade. E nessas eu acabava perdendo a oportunidade de receber uma resposta honesta.

A honestidade é uma coisa engraçada. Me lembro de uma vez quando eu era pré adolescente ter sido agredida verbalmente por ser “gigante” (tenho 1,74m desde os 12 anos de idade) e ter me virado muito calmamente, e ter dito que embora fosse não tinha feijões mágicos nem ovos de ouro (meu senso de humor é estranho desde pequena). A brincadeira não era por que a menina era baixinha, era um auto-deboche, mas ela levou para o lado pessoal. Estava concordando com a menina que queria me ofender com obviedades e aparentemente isso a enfureceu e cadeiras voaram. Não se preocupem como eu era gigante consegui conter a maluquinha e ninguém se feriu com gravidade.

(Querida maluquinha caso você esteja lendo esse breve relato honesto não se ofenda, pessoas pequenas também moram no meu coração)

A calma e a honestidade foram ofensivas. Chamar uma pessoa de gorda se ela for gorda não deveria ofende-la, é apenas uma constatação. Tenho uma amiga que é literalmente filha da puta, no entanto esse xingamento a ofende muito. Acho que até mais do que a pessoas que não tem mães putas. Questionei-a se se ofenderia se a chamassem de filha da “dama da noite”ou “profissional do sexo”. Ela me disse que o problema não são as palavras mas a intenção.

Embora a intenção seja importante não consigo ver alguém se ofender sendo chamado de abóbora por maior que seja a intenção do outro.

Agora, depois de muitos anos, eu compreendo esse lance de intencionalidade um pouco (bem pouco) melhor. Embora muitas vezes as pessoas se ofendam com coisas que digo sem intencionalidade. Faço alguma constatação que as pessoas interpretam como se tivesse uma intenção obscura e malvada. Já tentei ficar de boca calada para preservar os outros e a mim mesma (sou sensível embora burra, estúpida e ignorante socialmente). Infelizmente essas tentativas duram muito pouco e tropeço na língua.

Bom, se você se identifica com esse relato, estou frequentando um grupo de apoio para pessoas burras, ignorantes e estúpidas socialmente(APBIES). O grupo muda a sua vida, você fica mais alegre, contente e produtivo mesmo sem a muletinha de Jesus (droga, acho que acabei de ser burra, ignorante e estúpida socialmente. Bom, estou apenas no primeiro passo).

Agora se você ainda não se convenceu a procurar ajuda para esta triste condição, sugiro que dê início ao primeiro passo e se funcionar para você como funcionou para mim procure o grupo porque realmente faz toda a diferença.

Primeiro passo parte 1: ligue seu computador e comece a escrever todos os seus ímpetos de honestidade burras, estúpidas e ignorantes socialmente.

Parte 2: coloque online de preferência no blog de um amigo que mora em outra cidade usando um pseudônimo.

Funciona mesmo. Você vai ver, vai mudar a sua vida!

O APBIES aceita doações. Entrem em contato com a Anne para maiores informações.A Anne é o nosso orgulho e caso de maior sucesso. Estamos considerando um tour de conscientização dessa triste condição. A Anne será nossa spokeswoman.

The end.

O texto já acabou e se você ainda não entendeu por que eu escrevi que queria ser uma femme fatale no início dessa ... coisa que eu escrevi, fique feliz. Realmente aquele início não tinha absolutamente nada a ver com a história, mas fiquei com vontade de escrever e escrevi por que era honesto, ninguém me conhece mesmo e esse é o blog da Anne.


24 de setembro de 2009

O que estou fazendo de bom pro mundo?


É, talvez trabalhar numa agência de publicidade não seja um bom começo.

Eu trabalho para que as pessoas acreditem que o preservativo ObaOba é o melhor, não para prevenir doenças e evitar concepção indesejada e sim porque a porra da marca é a mais descolada, mais legal e mais tudo nesse universo. É assim que nosso mundinho capitalista vive, comparando e rotulando.

Eu já virei algumas noites pra conseguir colocar no ar trabalhos de empresas de papel que insistem que são ecologicamente corretas, sustentáveis e manejáveis. Se nem eu acredito que eles são tudo isso, por que eu tenho que fazer projetos para que as pessoas pensem isso? Por que a gente precisa de tanto papel e de embalagens 14 vezes o tamanho do produto? Por que eu tenho que colocar no ar um site pra um cliente pró-bono como a "ONG mais honesta desse hemisfério" se eu tenho quase certeza que as coisas lá não tão limpas assim? Esses exemplos até que são razoáveis. Mas como explicar o lado bom de um chocolate meio amargo que te põe numa tormenta de sensações de prazer.


Péssimo né?!

Como explicar o benefício de lâmpadas incandescentes? Por que eu devo dizer pro consumidor de Cheetos que ele DEVE comprar isso pro filho dele? Que além de um bilhão de conservantes ele também perfuma a casa toda? E por falar em perfume, por que a Gleide insiste naquele comercial merda com 2 bichinhos "estranhosos" usando o "bom ar".

Eu NUNCA consegui trabalhar com clientes em que o negócio deles fosse reciclagem, economia de água e recursos naturais, desenvolvimento de combustíveis menos poluentes. Ou então uma campanha de conscientização para usar menos o produto: Compre nosso carro, mas prefira o transporte coletivo. Dê caronas. Mantenha seu carro regulado. Nunca.

E talvez nunca vá, porque a gente só consegue pensar em TER mais e mais, COMPRAR mais e mais, explodir o planeta mais e mais. Só pensa em ter todas as luzes da casa acessa. Só pensa no umbiguinho. Quando essa merda toda explodir e voar magma na cara de vocês não me digam que eu não avisei.

Oi Greenpeace, me banca!
(p.s. eu já mandei meu cv várias vezes pra aí, me chamem pro Marketing)

O que estou fazendo de bom pra mim?


Essa semana me bateu uma onda de questionamentos e dúvidas em relação ao que estou fazendo de BOM pro mundo e o que estou fazendo de BOM pra mim. Essa bronha mental gerou algumas pílulas de desabafo e constatações.

A gente sempre tá fazendo alguma coisa por alguém. O fato é que tem que ser BOM, produtivo ou que no mínimo acrescente alguma coisa.

Eu ando fazendo algumas coisas pra mim: uma academia meia bomba e matada um dia aqui e outro ali, passando uns creminhos anti-idade no rosto, cortando algumas amizades, reclamando um pouco de tudo, sendo impaciente um muito de tudo, trabalhado preferencialmente 5 dias por semana, visto algumas pessoas queridas e outra nem tantas.

Mas e de bom? Será que era isso que eu queria fazer? Um ácido retinóico na cara e umas cervejas? Não, definitivamente não é. Talvez eu não saiba o que eu quero, mas de uma coisa tenho certeza: sei o que eu não quero. Talvez o questionamento master do universo não seja só meu, talvez todas as pessoas que não sofram de inópia mental sintam isso. Ou não. Ou eu bem louca e nunca ninguém teve coragem de me internar. Eu não quero trabalhar feito um tamanduá no deserto, não quero beber até meu fígado apodrecer, não quero ficar tanto tempo sem contato com a minha família, não quero ter que aguentar pessoas que não merecem pisar o chão que sujam, não quero morrer aos 40, não quero ficar mais um dia sem fazer algo me dê prazer (sexo inclusive). Não quero continuar me imaginando estrangulando algumas pessoas, não quero que a Luis Vuitton aumente a coleção de relógios e sapatos. Não quero ficar no trânsito da Santo Amaro. Não quero mais esse planetinha sujo e segmentado do jeito que está.
O único fato relevante de tudo isso aqui em cima é que eu deveria ter virado professora de Moral e Cívica de uma escola pública de periferia. Não sabe o que é Moral e Cívica? Tá vendo, é de pessoas que nem você que eu to falando.

Talvez o fato relevante mais provável que pudesse acontecer fosse eu me tornar professora de Filosofia para alunos medíocres de uma escola católica de classe AB, já que Moral e Cívica não existe mais (também não sabia, ?!). Ainda bem que acabou, me imagino fazendo gestos obscenos com a bandeira quando eu me referisse ao Governo do tio Lula.

1 de setembro de 2009

Reunião de colégio parte 1- Quase Balzaquiana em primeiríssima pessoa


Estou naquela fase em que os colegas de colégio querem se reencontrar para contar oque fizeram até agora. Contar como seus sonhos de criança e adolescente mudaram e mesmo assim eles se tornaram pessoas bem sucedidas.

As mulheres fake padrão cosmopolitan, lindas, ricas, bem sucedidas, casadas, com filhos lindos superdotados. Ninguém conta que foi traida, que tem cabelo ruim, que já está na quinta plástica, que a grana é resultado herança da mãe morta e que o filho é um exibicionista e anda com tudo amostra por ai sempre que tem a chance.

Os homens na eterna tentativa de descobrir quem é o macho alfa. Não vão contar que broxaram ontem, nem que não sabem se a criança que chamam de filho é realmente sua. Afinal pai é quem cria.

Ninguém vai falar das podridões, ninguém vai falar que a vida não é bolinho não. Que teve depressão e que seus sonhos foram ralo a baixo e desistiram de lutar por que hmmm seu psiquiatra e os farmacos o ajudaram a se convencer que assim está bom o suficiente. As pessoas vão transformar a sua existência mediocre- mediana em contos de fada.

Na troca inicial de e-mails as pessoas já dizem oque consideram importante, oque fazem da vida e como são bem sucedidos. Ainda não respondi os e-mails, sinceramente por que não sei oque responder. Pensei em dizer que meu trabalho é fazer as pessoas felizes. Ai eles vão dizer: AAAAAAAA sempre soube que você seria psicóloga. Ai poderia responder com o maior prazer: Não! Eu sou puta mesmo. Só não cobro, trabalho quando quero e escolho meus clientes a dedo. Mas acho que eles poderiam levar de forma muito literal e teria alguém me ligando para solicitar serviços (não estão mais acostumados com meu senso de humor).

Agora eles estão planejando uma mega reunião, a reunião de todos os tempos. A reunião dos colegas que estudaram conosco mesmo que por um dia e trocaram de turma por motivos certamente pessoais.

Nessas comecei a me lembrar das histórias do colégio, sem grandes nostalgias, ao contrário do que meus colegas afirmam, essa não foi a melhor época minha vida. Me diverti bastante, fiz várias merdas, mas a vida tem muito mais a oferecer. Na troca de e-mails também começaram as fofocas e algumas delas foram inspiradoras devido ao antes de depois das pessoas.

Antes
Imaginem um bando de gurias de 14-15 anos discutindo suas pretensões com relação ao sexo.
Duas só transariam quando casadas, não beberiam nem fumariam por toda a sua vida enquanto outras duas brincavam de fazer boquete em um estojo metalico. Sabe aquele que quando cai faz um estrondo desgraçado? Sim elas treinavam com um falso falo que tinha um compartimento para lápis e caneta, acreditem se quiserem.

Depois
Das virgens uma achou seu grande amor. Um cara casado com filhos e uma esposa. O mais perto de casar, foi uma fodinha papai mamãe com um cara casado. Agora trabalha como farmacêutica industrial em uma industria de tabaco (mas não fuma). A outra inteligentíssima fez duas faculdades, brilhante a menina mesmo, achavamos que seria a melhor de todas nós. Bom ela casou com um cara que só bate nela quando está bêbado e está muito orgulhosa a espera de um rebento que todos torcem que não se pareça com o pai.

As meninas boqueteiras estão casadas com caras gente finíssima, bêbados dóceis, não posam de vida perfeita nem de casamento perfeito. Fazem o que podem, são loucas, descabeladas assumidas, pararam de fumar, mas de vez enquando dão um tragadinha, trabalham pra caramba mas sem ferir suas convicções.

As pessoas em geral esperam um final feliz ou uma moral da história, como não sei o final dessa história e ela também não tinha uma moral inventei uma.

Como diria minha querida mãezinha se não fosse a culpa cristã ocidental: Mais vale uma boqueteira convicta do que uma santinha do pau oco.

Ass. Pérola negra, no fundo ostra louca quase balzaquiana.